CAPÍTULO 1
CAPÍTULO 1
EU SOU!
Todas as coisas, quando são admitidas, são
manifestadas pela luz; pois tudo o que é feito
manifesto é luz. (Efésios 5, versículo 13).
A "luz" é a consciência. A consciência é única,
manifestada em legiões de formas ou níveis de
consciência. Não há ninguém que não seja tudo o que
existe; pois a consciência, embora expressada em uma
infinita série de níveis, é indivisível. Na consciência não
existe separação ou lacuna. EU SOU não pode ser
dividido. EU posso me conceber ser como um homem
rico, pobre, um mendigo, ou um ladrão, mas o centro do
meu ser permanece o mesmo, independentemente do
conceito que eu tenha de mim mesmo. Por trás de toda
manifestação existe apenas um EU SOU, manifestado
em inúmeras formas ou conceitos de si mesmo, e "EU
SOU o que SOU".
EU SOU é a auto-definição do absoluto, a fundação
sobre a qual tudo se estabelece. EU SOU é a própria
substância original. EU SOU é a auto-definição de Deus.
"EU SOU me enviou a vós."
"EU SOU O QUE SOU."
"Aquietai-vos e saibam que EU SOU DEUS."
EU SOU é um eterno sentimento de consciência. O
ponto central da consciência está na convicção que EU
SOU, eu posso me esquecer de 'quem' EU SOU, 'onde'
EU ESTOU, e 'o que' EU SOU, mas eu não posso
esquecer que EU SOU. A consciência de existir sempre
permanece, independentemente do grau de
esquecimento sobre quem, onde, e o que EU SOU.
EU SOU é aquele que, em meio a um incontável número
de formas, é sempre o mesmo. A grande descoberta
deste princípio revela que, seja para o bem ou para o
mal, o homem é na verdade o mestre de seu próprio
destino, e que é o seu próprio conceito de si mesmo que
determina o mundo onde vive (e que os seus conceitos
de si mesmo determinam as suas reações à vida). Em
outras palavras, se você estiver enfrentando problemas
de saúde, conhecendo a verdade sobre este princípio,
você não pode atribuir a enfermidade a qualquer outra
coisa a não ser a um arranjamento particular da
substância original, um arranjo que foi produzido
através de suas reações à vida, e que foi definido pelo
seu conceito de: "EU ESTOU doente". É por isso que lhe
foi dito: "... e que diga o fraco, 'EU SOU forte'. (Jó 3,
versículo 10)", pois, pela sua concepção, a substância
original – o EU SOU – é rearranjada, e deve, portanto,
manifestar o que afirma o seu condicionamento. Este
princípio rege todos os aspectos da sua vida, seja ele
social, financeiro, intelectual ou espiritual.
EU SOU é a realidade para a qual, aconteça o que
acontecer, devemos recorrer para obter uma explicação
sobre os fenômenos da vida. É o próprio conceito do EU
SOU que determina a forma e o cenário de sua
existência. Tudo depende de sua atitude em relação a si
mesmo; o que você não afirmar como verdade sobre si
mesmo não poderá ser desperto em seu mundo. Ou
seja, os seus conceitos de si mesmo, tais como "EU SOU
forte," "EU SOU seguro," "EU SOU amado", determina o
mundo em que você vive. Em outras palavras, quando
você diz, "EU SOU humano, EU SOU um pai, EU SOU um
americano", você não está definindo diferentes EUs;
você está definindo diferentes conceitos ou arranjos da
substância original – o único EU SOU. Até mesmo no
âmbito da natureza, se uma árvore pudesse falar, ela
diria, "EU SOU uma árvore, EU SOU uma macieira, EU
SOU uma árvore frutífera."
Quando você descobrir que a consciência é a primeira e
única realidade concebendo a si mesma como algo
bom, mau, ou indiferente, se tornando aquilo o que ELA
se concebe ser – você ficará livre da tirania das causas
secundárias, livre da crença de que existem causas
externas à sua mente que podem afetar a sua vida.
No estado de consciência de cada indivíduo se encontra
a explicação para os fenômenos da vida. Se o conceito
do homem sobre si mesmo fosse diferente, tudo em seu
mundo seria diferente. O seu conceito de si mesmo
sendo o que é, faz com que tudo em seu mundo seja o
que é.
Sendo assim, está mais do que claro que só existe um EU
SOU, e você é este EU SOU. E como o EU SOU é infinito,
você, pelo conceito que tem de si mesmo, está
expressando apenas um aspecto limitado do infinito EU
SOU.
Construa-te mais mansões, Ó minh'alma.
Enquanto rapidamente mudam as estações!
Deixe teu passado longínquo – abandonado!
Faça cada novo templo; mais nobre que o último,
Resguarda-te no céu, em uma redoma mais ampla,
Até que abertamente liberte a tua arte, saindo de tua
concha; "Desdobrada pelo agitado mar da vida!"