oiê!
oiê!
desde que assisti os diários de andy warhol, na netflix, penso muito sobre memórias e a importância das coisas que produzimos durante as nossas vidas.
warhol, intencionalmente ou não, criou um acervo histórico ao longo das décadas de 60, 70 e 80 através das suas famosas polaroids.
ele registrou o estilo de vida da sua residência artística na the factory, a cena noturna de new york, a cultura queer da qual fazia parte, além de suas amizades (famosas ou não). essas imagens imortalizam memórias de uma cena artística que mudou o mundo.
com o digital, muita coisa desapareceu. por exemplo: todos os registros da minha pré adolescência se perderam com o final do orkut, ou com um HD de computador antigo queimado. para onde foram essas memórias? sem os registros físicos, grande parte da nossa história tem o risco de se perder para sempre.
como, daqui centenas de anos, vamos ser reconhecidos sem esses registros? eu tenho pavor de imaginar um futuro sem memória.
é por isso que, desde 2020, tenho registrado minha vida com câmeras instantâneas. essa é uma forma de imortalizar minha existência e minhas experiências: minha vida, as pessoas que conheci, as coisas que fiz.
o desafio criativo dessa semana envolve criar memórias físicas. você não precisa necessariamente ter uma câmera instantânea ou imprimir fotos! é possível criar memórias físicas com um caderno: escreva seus pensamentos, desenhe, cole bilhetes de cinema, ingressos de shows, folhas secas que encontrou pelo caminho… você decide! o importante é imortalizar suas memórias de alguma forma.
espero que você tenha uma ótima semana.
um beijo,
isa
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